04 ago

 

A indústria da moda contribui para a poluição ambiental. O segmento é o segundo mais poluente do mundo. Dados da BBC mostram que o Poliéster, fibra sintética, leva 200 anos para se decompor. A viscose, tipo de tecido proveniente da celulose, desmata 70 milhões de árvores anualmente. Além disso, para cultivar o algodão, é necessário agrotóxicos e pesticidas que causam impactos negativos ao solo e a água. 
Em tempos onde a humanidade já consumiu todo o orçamento anual de recursos naturais, ou seja, superou o volume que o planeta é capaz de renovar e com os alarmantes números, surge a urgência de se produzir a moda de maneira mais sustentável. Convidei a autora do curso Moda Consciente e Sustentável Savóa Studio, Manoela Daffre, para explicar um pouco mais sobre o tema.
 
Ela conta que existe muitas definições para moda sustentável. E que vai muito além de apenas as questões ambientais. “Essa questão é a mais urgente devido ao fato da moda usar diversos recursos naturais para produzir matéria prima. Mas é importante lembrar de outros aspectos sociais, econômicos e culturais além dos ambientais. A indústria da moda tem muitos casos de mão de obra escrava, infantil. A moda sustentável tem que ter ética, ser justa e ter propósito.
Segundo Manoela, para a moda continuar existindo, ela precisa ser sustentável, porque com os recursos naturais se esgotando, não existirá mais obra prima e a indústria entrará em crise, assim como todo o planeta. “É também uma questão de sobrevivência. Novas formas de produzir, evitando desperdício, sendo mais inteligentes, empresas sendo responsáveis em pensar como diminuir/zerar os impactos negativos que causam e investir inovação para trazer impactos positivos para o planeta e sociedade é o caminho”.
É essencial que as marcas se atentem a isso, pois o mercado da moda tem uma força gigante. “São as grandes responsáveis por esses impactos negativos. Outro lado muito importante é o papel da marca educar seus consumidores. Mostrar a importância da mudança e fazer com que os clientes sejam corresponsáveis também”.
E aí fica a dica para nós, consumidores. “Não podemos esquecer que quando compramos de uma marca, estamos escolhendo investir nosso dinheiro nela. E no que ela faz. Não faz sentido comprar uma blusa de uma marca que têm inúmeras denúncias de mão de obra escrava e não optar por uma marca que recicla, tem programas sociais e é transparente sobre sua postura e negócio”.
Toda mudança precisa de investimento, novos olhares e, principalmente, estudos, e as marcas têm potencial para fazer isso. Se você é uma marca, empresa, organização ou pessoa física e quer se aprofundar no tema, Manoela traz uma visão completa e mais profunda do novo momento da moda, que está sempre em constante transformação e representa o comportamento e movimentos da sociedade. Para saber um pouco mais sobre o curso é só clicar AQUI.
 
Até o próximo post.

 

  1. Viviany Yoshida nov 18, 2018

    Gostei bastante do tema abordado! Parabéns ótimo trabalho!