23 nov

Uma história que combina romance e comédia, “Os delírios de consumo de Becky Bloom” é um filme com ares de sessão da tarde, daqueles que a gente vê quando está de folga, debaixo da coberta e com um balde de pipoca na mão.

Baseado nos livros de Sophie Kinsella, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e Delírios de Consumo na 5ª Avenida, na trama, a jornalista Rebeca Bloom é apaixonada por moda e compra para alimentar essa paixão. Mas, ao decorrer do longa, podemos ver que seu incansável desejo de consumo é, na verdade, um hábito que a causa sérios problemas como dívidas, desconfiança e conflitos com as pessoas que convivem com ela além das humilhações devido as aventuras que ela se envolve para conseguir comprar tudo o que deseja.

O que pouca gente sabe é cerca de 8% das pessoas em todo o mundo vivem como Becky. O consumo compulsivo é uma prática que leva a pessoa a dependência da compra e que, de fato, pode atrapalhar seu dia a dia. O hábito é caracterizado como Oneomania.

A psicóloga da plataforma Vittude, Mariza Menegasso, explica que consumir o que precisamos, é comum. O problema começa quando começamos a adquirir o que não precisamos. “Muitas vezes isso está relacionado a uma necessidade ou carência. Nem vemos o que estamos comprando. A publicidade, hoje, gera uma necessidade desse hábito, como se isso conduzisse a uma felicidade. Tudo isso associado a facilidade na compra, com crédito fácil, parcelamentos e etc”.

Ela acrescenta que existe uma questão interna. “Muitas vezes a pessoa está passando por uma necessidade emocional e, para fugir disso, compra. A pessoa tem baixa autoestima, falta de amor próprio, se sente sozinha. A necessidade do consumo surge dessa dor”.

Mas, a felicidade por comprar é momentânea. “A pessoa adquire vários itens e tem um alívio que é imediato. Em seguida, ela vai se sentir culpada e a confusão fará com que ela compre mais e mais. Torna-se uma bola de neve”.

Comprar por extravagância é uma prática comum e diferente do consumo exagerado. “Todo mundo adquire um ítem ou outro sem estar, de fato, precisando. Isso é normal, o problema é quando isso acontece de forma repetitiva, várias vezes na semana e até diariamente”.

O ideal é refletir. “Estou gastando mais do que tenho? Meu orçamento está prejudicado? Porque estou comprando isso? Eu preciso desse ítem agora? Vou utilizá-lo? Se essas perguntas não tiverem resposta, é muito provável que haja um exagero nessa compra”.

Por fim, ela explica que cabe a nós, dentro do possível, estudarmos nossa relação com nosso hábito de consumir. “Se ver que está exagerado, busque ajuda. Nesse ponto, a psicoterapia é muito importante, pois a pessoa pode falar sobre isso, extravasar e entender o que ocorre com ela”.

 

  1. Laryssa Machado Gomes nov 23, 2018

    Oii, Natália
    Ótimo post
    Nesta black friday consegui resistir e não comprar nada, apesar de ter ido no Shopping hoje rs. Muitas vezes a gente se deixa levar pelo consumismo e compramos coisas desnecessárias. Amei o novo layout do blog.

    http://larydilua.com

    • natalia nov 26, 2018

      Exatamente assim, Lary! Talvez um bom planejamento auxilia na hora de aproveitar a Black hahahaha!

  2. Marina nov 28, 2018

    Muito bom esse post! Eu adoro quando filmes são divertidos e, ao mesmo tempo, passam mensagens importantes! Melhor ainda quando tem uma reflexão assim em cima!
    Beijinhoss, Marina
    Posso te esperar no meu também? =) Blog Cabide Ideal